(De Maurício Savarese, da Agência Ópera Mundi) - Para os bilhões de espectadores da Copa do Mundo na África do Sul, o continente negro está em festa por abrigar o maior evento de futebol do planeta até 11 de julho. A abertura da festa, no estádio Soccer City, em Joanesburgo, mostrou uma nação em busca de união após décadas de segregação racial. No entanto, longe das arenas luxuosas os locais, há protestos, desdém com os problemas de estrangeiros e denúncias sobre o desleixo das autoridades no enfrentamento a gargalos criados pelo mero recebimento da Copa no país. No primeiro fim de semana do torneio, até o batalhão de choque da polícia sul-africana foi usado: em Durban, após a vitória da Alemanha por 4 x 0 sobre a Austrália, houve confronto com funcionários de segurança da Copa que protestavam contra os baixos salários. Bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo foram usadas para afastar os manifestantes, que espalharam lixo pelas ruas da região enquanto se afastavam. Jornalistas na África do Sul dizem que o incidente não foi exibido por nenhuma TV do país.
Dias antes da abertura, várias entidades sul-africanas ameaçaram organizar manifestações perto dos estádios, mas acabaram limitadas por uma medida do governo, que criou círculos de ferro em torno das construções para isolar quem estivesse sem ingressos para os jogos. Ainda assim, espalharam campanhas na Internet para criticar a organização da Copa do Mundo e acusar estrangeiros de preconceito contra a África do Sul. Na TV, nada.
Estrangeiros que acompanham o mundial sem entrar nas arenas relataram que a decisão do governo de isolar os estádios os expôs a mais roubos e confrontos com sul-africanos. Embora haja policiamento de sobra para os que têm ingressos, do lado de fora a insegurança é maior e, dependendo da cidade-sede, um turista desprevenido pode acabar desembocando em áreas perigosas a poucos quilômetros do local onde os jogos acontecem.
Dias antes da abertura, várias entidades sul-africanas ameaçaram organizar manifestações perto dos estádios, mas acabaram limitadas por uma medida do governo, que criou círculos de ferro em torno das construções para isolar quem estivesse sem ingressos para os jogos. Ainda assim, espalharam campanhas na Internet para criticar a organização da Copa do Mundo e acusar estrangeiros de preconceito contra a África do Sul. Na TV, nada.
Estrangeiros que acompanham o mundial sem entrar nas arenas relataram que a decisão do governo de isolar os estádios os expôs a mais roubos e confrontos com sul-africanos. Embora haja policiamento de sobra para os que têm ingressos, do lado de fora a insegurança é maior e, dependendo da cidade-sede, um turista desprevenido pode acabar desembocando em áreas perigosas a poucos quilômetros do local onde os jogos acontecem.
Nota do Queiroz: Esta matéria é para a reflexão, já que em 2014 a Copa será em nosso país. E a Copa, além dos bônus, virão muitos, muitos, mas muito ônus. Assim como na África do Sul, podem ter a certeza que muitas casas humildes e barracos serão desapropriados (por motivos legais, ambientais, de segurança, etc) mas as casas mais bonitas continuarão de pé com os donos (apesar de que, pela lógica, deveriam ser desapropriadas também). Acredito piamente que pouquíssimo virá para a população mesmo, a maioria dos ônus virão somente para os tubarões do turismo, da infraestrutura hoteleira. Nós ficaremos essencialmente com o ônus. A verdade é que toda a imagem bonita sulafricana que a TV mostra causa mais e mais desgosto depois de vermos isto - http://bit.ly/btqBWz
1 comentários:
Aí que tenso isso...
Nossa e qdo for nossa vez...
Tdo bem,o mundo vaci acabar em 2012 hahhahahaha
=)
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